• Cleo Araujo

Conhecer Lisboa fora do óbvio

Atualizado: Jul 28

Conhecer Lisboa e seus lugares mais famosos faz parte do roteiro. Mas existem aqueles cantinhos que, por mais que sejam conhecidos, muitos ainda não exploraram ou até nunca ouviram falar. Que tal sair do mais "óbvio" e mais turístico?

Pensando em inspirar você, vou deixar algumas dicas!


Lx Factory

Essa era uma área industrial abandonada de Lisboa, que acabou se tornando um dos lugares mais bacanas de cultura, arte e gastronomia da cidade. Acho incrível a transformação dessa área de 23.000 m², que já foi ocupada por vários tipos de indústrias. Depois da área ser abandonada, ficou anos esquecida, até que surgiu a Lx Factory.

Um lugar cheio de criatividade, que, além das lojas e restaurantes, virou cenário para vários eventos, ocupado também por profissionais descolados da área da moda, publicidade, comunicação, arte, arquitetura, música... enfim, se você curte lugares inovadores e modernos, onde a criatividade e a sustentabilidade estão presentes, vá visitar a Lx Factory em Lisboa, sem pressa, pois o lugar merece.


Dica: se puder, vá no domingo. Há uma feirinha livre bem bacana, onde você poderá encontrar artesanato local e produtos orgânicos. Ah, vale lembrar que segunda-feira muitos restaurantes não abrem.

Feira livre de domingo na LX Factory

Restaurantes na Lx Factory

São tantas as opções e a real é que todos os restaurantes mereceriam uma visita, mas vou falar dos que eu provei e aprovei:

Taverna 1300 - Cozinha contemporânea com pegada portuguesa. A comida é deliciosa e o local tem uma decoração superinteressante.


Horário: segunda-feira fechado, terça-feira a sábado 12h30 – 1h e domingo: 12h30 – 16h30


The Therapist - Cafeteria com comida saudável sem lacticínios nem açúcares refinados. A comida é muito saborosa. Tem também uma clínica no mesmo espaço com medicina chinesa, ayurveda, naturopatia e biblioterapia (não conheci esse espaço, mas achei muito interessante).


Horário: diariamente, das 9h30 às 18h30


Rio Maravilha - Um gastrobar para assistir o pôr do sol acompanhado de um copo de cerveja ou vinho.


Horários: terça-feira a quinta-feira, das 12h30 às 2h

Sexta e sábado das 12h30 às 3h

Domingo das 12h30 à 0h

Fechado nas segundas-feiras.


Onde fica e informações úteis da Lx Factory

Endereço: Rua Rodrigues Faria, 103 – Alcântara


Como chegar: se quiser ir com transporte público, utilize o bonde (elétrico 15) ou os autocarros (ônibus) 714, 727. Se quiser saber mais sobre o transporte público de Lisboa, leia esse post.


Horário: todos os dias, das 6h às 4h (lembrando que os estabelecimentos têm horários variados).


Mercado Campo de Ourique

Esse mercado foi um achado na minha última ida a Lisboa, e vale muito a pena conhecer. Aliás, o bairro de Campo de Ourique é um bairro tradicional da cidade, muito gostoso de circular. Nesse post falo mais a respeito dele e dos bairros para incluir no roteiro em Lisboa.


O Mercado Campo de Ourique é uma versão menor, menos turística e mais tranquila do que o Time Out Market (mais conhecido como Mercado da Ribeira). Vale circular pelas mais de 20 bancas num conceito gourmet e incluir uma refeição no local. Tem comidinhas deliciosas num ambiente simples e acolhedor.

Assim como o Mercado da Ribeira, o Mercado de Campo de Ourique tem uma história centenária. O prédio foi construído por iniciativa de José Dionísio Nobre (residente no bairro de Campo de Ourique). Inaugurado em abril de 1934, o espaço ficou sob a gestão de José Dionísio e seus herdeiros durante 40 anos.

Depois desse período, em 1973, o mercado passou a ser patrimônio da Câmara Municipal de Lisboa.

O Mercado Campo de Ourique já passou por duas reformas, uma em 1991 e outra em 2013, mas mesmo com as melhorias, o prédio não perdeu o seu estilo, apenas deu uma atualizada, ficando com cara de um "espaço gourmet".

Onde fica e informações úteis do Mercado Campo de Ourique

Endereço: Rua Coelho da Rocha 104, Lisboa, Portugal


Como chegar: se for utilizar transporte público dá para ir com elétrico 28 ou o 25 e de ônibus com as linhas 709 ou 774.


Horário: sexta-feira e sábados das 10h à 1h, domingo a quinta-feira das 10h às 23h

Jardim e Basílica da Estrela

Como adoro dar uma caminhada, saindo do bairro Campo de Ourique, segui uma dica que recebi como imperdível para quem curte passear num lugar onde a natureza está presente. E foi um dos lugares de Lisboa que amei e indico para um roteiro não óbvio pela cidade. Dá para incluir no mesmo passeio o Mercado Campo de Ourique, que fica muito perto.

O Jardim da Estrela é uma simpática praça (renomeado Jardim Guerra Junqueira), situado na freguesia da Estrela, e em uma das suas entradas fica a Basílica da Estrela, que também vale uma visita.


O Jardim da Estrela foi construído ao estilo dos jardins ingleses, inaugurado oficialmente em 1852, possui 4,6 hectares e é aberto ao público todos os dias, das sete horas da manhã até a meia-noite.

Lisboetas usam o espaço para relaxar, mas por lá também ocorrem eventos num dos pontos centrais do jardim, no coreto verde de ferro forjado.

Belíssimos canteiros, café, lago com carpas e patos dão um toque especial a essa praça que merece ser apreciada.

A Basílica da Estrela, que está numa das saídas do Jardim da Estrela, é templo católico e antigo convento de freiras carmelitas. Não sou daquelas que visita muitas igrejas, mas a basílica é uma das mais bonitas de Lisboa, então vale dar uma conferida.

A Basílica da Estrela apresenta características do estilo barroco e neoclássico com um amplo interior. Seu mármore cinzento, rosa e amarelo é iluminado pelas aberturas da sua linda cúpula.


Onde fica e como chegar no Jardim da Estrela e na Basílica da Estrela

Endereço: Calçada da Estrela (vale ressaltar: há 5 entradas)


Como chegar: elétrico 25 ou 28, autocarro (ônibus) 709, vindo da Praça do Comércio e o 713, que vem da Marquês de Pombal


Horário: das 7h à 0h (Jardim da Estrela) e 10h30 às 19h30 (Basílica da Estrela) 

Miradouro Panorâmico de Monsanto

O edifício do Panorâmico de Monsanto foi construído no Parque Florestal de Monsanto, em 1968, e está abandonado desde 2001, ano em que encerrou o restaurante que ali funcionava.

Uma pena não ter mais o restaurante, mas apesar da degradação, o lugar tem uma vista incrível de Lisboa e merece uma visita. Conhecido pelas intervenções de grafiteiros, o local ganhou um toque alternativo e se tornou um dos pontos mais instagramáveis da cidade. São 3 andares com salas distintas, grafites lindíssimos e no último piso a vista em 360° da cidade de Lisboa.


Ao longo dos anos, o edifício manteve a sua arquitetura externa de enorme beleza, mesmo com a degradação, tanto que vem sendo utilizado por muitos como miradouro.

Vale ressaltar que não é um lugar para todos: tem que ir sabendo que o lugar é para os apreciadores de artes de rua, que querem ver uma vista panorâmica deslumbrante de Lisboa.


Onde fica e como chegar no Miradouro Panorâmico Monsanto

Para ir até lá, só de carro alugado ou chamando um carro de aplicativo. Não recomendo ir sozinho. Não se assuste com este comentário: é tranquilo, é só que fica mais afastado do centro da cidade e os ares de abandono podem dar uma sensação de ser pouco seguro (o que não é verdade, afinal, estamos em Lisboa).

Endereço: Estrada da Bela Vista, Lisboa, 1400-061, Portugal


Horário: todos os dias, das 9h às 18h.


Museu Calouste Gulbenkian

Esse museu não é muito explorado pelo turista: eu mesma o visitei depois da minha terceira ida a Lisboa.

Fiquei surpresa com o riquíssimo acervo que vi e a história que ele possui. Resolvi incluir nesse roteiro não tão óbvio para inspirar os que ainda não conhecem e dar uma ideia do que fazer em sua visita a Lisboa.


História Museu Calouste Gulbenkian

O museu foi fundado em 1956, por testamento, e mostra a coleção particular do industrial armênio, com mesmo nome (Calouste Gulbenkian), que viveu em Lisboa entre 1942 e 1955. Desde cedo o magnata começou a colecionar objetos relacionados à arte.

Foram 40 anos colecionando, até que doou sua coleção em testamento, a Portugal, em 1955, ano do seu falecimento.

E olha que bacana, a coleção do fundador, Calouste Sarkis Gulbenkian, com mais de seis mil obras, é considerada uma das melhores coleções particulares de arte do mundo, desde a antiguidade até o século XX.

Logo na sua criação, a Fundação Calouste Gulbenkian começou a apoiar, de diferentes modos, artistas e atividades culturais, principalmente em Portugal, mas também no estrangeiro, em países como o Reino Unido ou o Iraque.

Essa internacionalização precoce relacionava-se com o fato de Calouste Gulbenkian ter sido cidadão britânico, cuja fortuna provinha da emergente indústria petrolífera na região do Golfo.

Em 1983, a Fundação começou a reunir uma coleção moderna, que atualmente conta com mais de dez mil obras do século XX até os dias atuais. É considerada uma das mais completas coleções de arte moderna e contemporânea portuguesa.

O Museu Calouste Gulbenkian inclui os núcleos de Arte Egípcia, Arte Greco-Romana, Arte Islâmica, Pintura Europeia e a visita pelas peças é organizada em torno de dois jardins interiores, com inúmeros vãos envidraçados para o exterior, que permite uma interação constante entre a natureza e a arte. Isso se deve pelo fato do museu estar situado no interior da Praça de Espanha, que tem uma área de 7,5 hectares para ser contemplada.

Conta também com loja, biblioteca, cafeteria e um jardim, onde vale a pena tomar um café para contemplar com calma a vista do jardim. 

Onde fica e informações úteis do Museu Calouste Gulbenkian

Ingresso: Coleção do Fundador 10€ (domingos, a partir das 14h, a entrada é gratuita). As exposições temporárias são sempre gratuitas. Os ingressos podem ser adquiridos online ou diretamente no museu.

Horário:

Aberto das 10h à 1h (última entrada às 17h30) de quarta-feira a segunda-feira.

Terça-feira e nos seguintes dias fechado — 1 janeiro, domingo de Páscoa, 1 maio, 24 e 25 dezembro

Importante: na data desta postagem a Coleção Moderna está fechada para obras e com reabertura para 2022. Para mais informações, acesse o site.


Endereço: a Fundação Calouste Gulbenkian está situada junto à Praça de Espanha, no interior de um jardim com uma área de 7,5 hectares. A entrada principal localiza-se na Avenida de Berna, 45 A.


Como chegar: autocarros 159, 727, 736, 742, 744, 755. Metro: linha amarela, linha azul, linha vermelha.


Jardim Botânico de Lisboa

Com mais de 140 anos, inaugurado em 1878, num espaço com 4,2 hectares, é um paraíso natural no coração de Lisboa, que poucos turistas conhecem. É o refúgio ideal para curtir a natureza e a paz, no meio de espécies raras e ameaçadas, vindas de diversos lugares do mundo. Está classificado como monumento nacional desde 2010.

A beleza dos seus recantos num terreno em declive, merecem uma visita com calma. Algumas árvores impressionam pelo seu porte. Há palmeiras e espécies tropicais no jardim, vindas de diversos continentes como Nova Zelândia, Austrália, China, Japão e América do Sul.


Onde fica e informações úteis do Jardim Botânico de Lisboa

Endereço: Rua da Escola Politécnica 56/58, Lisboa


Como chegar: autocarros 58 e 773 e elétrico 24 em frente ao Museu; Autocarros 6, 9, 74, 720, 727 e 738 no Largo do Rato (a 300 m). Autocarros 92 e 790 no Príncipe Real (a 200 m)

Metro: estação do Rato (linha amarela)


Importante salientar: não possui estacionamento no local.


Horário: todos os dias, das 10 às 20h (última entrada meia hora antes do encerramento), exceto nos feriados de Natal e de 1 de janeiro


Ingressos: 3,00€

Para mais informações, acesse o site museus.ulisboa.pt


Jardim Botânico Tropical de Lisboa

O Jardim Botânico Tropical é um lugar pouco explorado na área de Belém e fica muito perto das atrações do bairro. Indico incluir pelo roteiro na região este parque botânico com 5 hectares de uma rica vegetação, classificado como Monumento Nacional.

O Parque e Estufas do Jardim Botânico Tropical reúnem um conjunto de cerca de 600 espécies originárias de vários continentes.

O lugar onde se encontra esta área já foi um espaço de quintas (como os portugueses chamam suas propriedades rurais) e casas de recreio da nobreza portuguesa dos séculos XVI a XVIII.

Ainda é possível ver exemplares no local, como a Casa do Fresco do século XVII, também denominada Casa do Veado, devido à figura animal que adorna o seu portal, atualmente escondida num dos cantos do jardim. Mais visível é o Palácio Calheta ou Palácio do Páteo das Vacas, que pertenceu aos Condes da Calheta até ser adquirido por D. João V em 1726.


O lugar é lindo, e não queria deixar de incluir no roteiro não tão óbvio em Lisboa, mas por não ter mais informações no local, pesquisei no site dos museus de Lisboa para compartilhar com vocês um pouco do que vi por lá.

E olha o que descobri no site: os visitantes do Jardim Botânico Tropical tem agora à disposição um aplicativo (app) que permite uma experiência totalmente diferente de interação com os espaços e épocas do Jardim. Bacana, né? Se quiserem saber mais detalhes, acessem o link do site aqui.


Onde fica e informações úteis do Jardim Botânico Tropical em Lisboa


Endereço: Tv. Ferreiros a Belém 41, Lisboa, Portugal


Como chegar: Autocarro (ônibus) 714, 727, 728, 729. Elétricos: 15 e 18. Comboio: Linha Cais do Sodré-Cascais (Estação de Belém)


Horário: 10h às 20h, todos os dias, exceto nos feriados de Natal e de 1 de janeiro. (última entrada meia hora antes do encerramento)


Ingresso: 4,00€  

Para mais informações, acesse o site museus.ulisboa.pt


Espero que gostem dessas dicas "não óbvias" em Lisboa, e se tiver alguma atração para sugerir, que encaixe aqui, é só mandar um e-mail ou deixar um comentário.



Fica a dica desse guia para conhecer mais sobre a região de madeira e açores. Acesse o link para mais informações


"Guia Visual Portugal, Madeira e Açores" traz 1.200 fotos coloridas, perspectivas e mapas que ajudam o turista a aproveitar ao máximo a região. A arquitetura, os azulejos portugueses, os vinhos e os locais importantes são explorados de forma detalhada, com vistas aéreas que proporcionam acesso imediato a bairros, ruas e edifícios. Para facilitar a consulta, a região é dividida em dez áreas: Lisboa, Costa de Lisboa, Estremadura e Ribatejo, Beiras, Douro e Trás-os-Montes, Minho, Alentejo, Algarve, Madeira e Açores. O guia ainda apresenta diversas opções de hotéis, bares, restaurantes e cafés, além de instruções sobre como utilizar o transporte local, os telefones e o correio.




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